domingo, 8 de novembro de 2009

quero ir mais longe.



Ontem, torneio. Consegui derrotar quase-concludentemente (termo usado pelo jornal à uns tempos trás quando decidiram meter lá a noticia da abertura do torneio, e apesar de eu ter ficado em segundo lugar, disseram que a vencedora 'derrotou concludentemente as suas adversárias') visto que no meu ultimo jogo perdi, mas como era a jogadora que tinha mais pontos somados por todos os jogos, desta vez o primeiro lugar foi meu. Fiquei contente quando derrotei uma adversária com quem no meu primeiro torneio tinha perdido (mas tinha estado a ganhar) e desta vez, não lhe dei hipotese.
Não sou a melhor por isso. Tenho muito que treinar. Sou realista o suficiente para admitir que tenho muito trabalho pela frente mas sinto orgulho pelo que já aprendi. Desde a pega certa para os serviços, aos primeiros serviços semi bem feitos com a pega bem feita, ao posicionamento que deixei um bocado no primeiro torneio e por aí fora.
Tenho que agradecer a minha Woznhiacki (que me faz querer ser como ela), ao meu A. (que é de longe o miúdo que mais me motivou desde o inicio pela sua maneira de jogar e pelo seu jeito natural para qualquer desporto), ao meu professor (que nos dá o apoio moral necessário, que nos ensina a corrigir os erros, que tenta que nós demonstremos o nosso melhor, porque acredita em nós mais do que nós próprios) e aos meus restante amigos, principalmente ao M. (com quem falei ao telemóvel logo de manhã) e à Clara (que fez um esforço para estar presente), e às amigas da turma (que apesar da ausência deram o apoio) e também, ao pai de uma das minhas adversárias (que me deu os parabéns pelo meu primeiro lugar e com quem tive uns bons 5 minutos de conversa. Cinco minutos que me relembraram o quanto evolui, a força que tenho de ter para acreditar que posso ir longe. Que apesar de a filha dele ter quatro anos de treinos em cima, e de ter apenas dez anos, eu com menos de um ano de treinos e com menos de uma década a mais, não tenho tudo perdido).
Daqui para a frente é preciso consistência, não faltar aos treinos, encontrar mais motivação, mais concentração e dar o meu melhor, para quem sabe conseguir alcançar um daqueles sonhos que nós sabemos que são quase-impossíveis, mas que o trabalho, a esperança, a força de acreditar, são bons caminhos para pelo menos ir mais longe.

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