terça-feira, 10 de novembro de 2009

oh mãe...! Deixei de ter vergonha e pela primeira vez escrevi directamente no hifive.




Para além da minha Quelara, existem outras pessoas que fazem a minha vida ter sentido. Refiro-me aquelas pessoas que encontramos a cada passo que damos, que sabem quando mais e quando menos precisamos delas, e pessoas que sabem que nós não somos interesseiros ao ponto de não nos querermos sentir sozinhos, mas sim de a qualquer momento podermos contribuir com o que nos proporcionam. Pessoas assim como a Quelara, a quem chamamos de amigas/amigos. Mas não pensem que esta é a única pessoa na minha vida, porque não é. Tenho sempre a minha Teresinha, o meu Alexandre, o meu irmão Daniel, a minha Flávia, as minhas Saras, as minhas Danielas, a minha Inês, a minha Susana, o meu Mário, o meu João e muitas outras mais. Todos os restantes que nos mostram um sorriso, que nos estendem a mão e que fazem questão de nos lembrar que têm os ombros desocupados, e que por isso, se nós tivermos com que os ocupar, eles estão lá para isso mesmo. Ás vezes como se não bastasse estarmos magoados o suficiente, eles fazem questão de nos dar um abanão ainda maior, não com o objectivo de nos meterem pior, mas sim, querendo demonstrar que querem o nosso bem. E eu também quero o bem deles. Porque tenho a certeza que nos bons e nos maus momentos são eles, mais que ninguém, que vão estar ali para me aturar. Ainda existem aqueles que não nomeei que são aqueles que por vezes lá se lembram de marcar presença num dia qualquer. Aqueles com quem tiramos pouco tempo para estar, para ouvir, e para falar, mas que lá no revelam ser grandes peças para fazer parte do nosso coração. E passamos a vida nisto, a construir o coração, como se ele fosse um puzzle, metendo sempre lá cada vez mais pessoas, quando só algumas é que encaixam. E como para mim é tudo relativo, ainda vos digo que há peças e peças! Há umas que encaixam na perfeição, aquelas que mudamos de um lado para o outro para ver onde encaixam - se é que encaixam - e aquelas que simplesmente não encaixam, porque fazem parte doutro puzzle. E como tudo é mesmo relativo, há puzzles e puzzles. Existem os puzzles grandes com peças pequenas, os puzzles pequenos com peças grandes, e puzzles que nem dão para construir. Mas não temos de nos preocupar com isso. Temos é de saber de que tamanho é o nosso coração e de quantas peças é que constroem, e atenção, não existem peças repetidas, nem com a mesma forma! Para além de vos estar a transmitir que todos os dias tento construir o meu puzzle, com cada peça que encontro a cada passo que dou, digo-vos também que sempre tive uma queda para escrever.

(é que ninguém, mas ninguém mesmo, faz destas coisas, sinceramente!)

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