domingo, 8 de novembro de 2009

coração de açucar



Sabem quando temos vontade de dizer tudo o que nos vai dentro do coração? Como quem diz aquelas formigas que nos estão a tentar comer o coração como se ele estivesse recheado de açúcar? 5 minutos antes, deu-me um ataque destes. E quando cheguei ao pé dele foi como se as formigas já tivessem dado do meu doce coração. Ele mudou. Tudo o que queria dizer, ficou bem guardadinho lá dentro. E com vontade olhou para outro coração, assim doce, e talvez por isso, se tenha derretido.
Naquele momento senti-me obrigada a deitar fora todos os ressentimentos. Só fui capaz de o deixar falar e de ir falando. E conforme ía falando não era capaz de lhe dizer assim 'Olha, sabes? Já passou algum tempo. Mas tu não me sais da cabeça. Eu adoro-te, pronto. A minha vida sem ti não é a mesma coisa. Sim, sinto saudades tuas e quero que voltes a fazer parte de mim' porque também não lhe queria dar o orgulho. Então deixei-o falar. E depois disse (assim como quem não gostasse tanto dele) que em certas coisas ele tinha razão, mas que ainda tinha passado pouco tempo para o tempo sarar as feridas. E ele fez questão de eu sair dali com uma maneira diferente de pensar sobre o que aconteceu. Não, não deixou de ser cabrão(zinho), mas bastou ele explicar o que sentiu e dizer que por mais que eu pensasse que não, os nossos momentos tinham sido especiais e importantes, e que isso era um grande motivo para querer a minha amizade. Por mais que eu saiba que tenho de saber diferenciar as coisas, e por mais que eu queira para mim como-mais-que-amigo, já o perdi uma vez e não quero voltar a perde-lo. Deu seis e seis. Assim com quem diz que ficamos amigos e eu vou pôr os ressentimentos de lado. E por muito que ainda goste dele, e ele goste da ex ficarmos amigos não é assim tão mau. Com sorte pode ser que um dos conselhos que ele me deu se aplique a nós mesmos. Por isso, rapazinho, eu digo-te mais uma vez, quero que faças parte da minha vida, como aqueles amigos que estão presentes na nossa vida, e não como aqueles por quem passamos na rua com um 'olá' depois de tanta coisa que os uniu. Mas isso já não me cabe só a mim decidir.

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