terça-feira, 29 de setembro de 2009

estou aborrecida, pronto.




Pronto os meus pais são uns fixes e independentemente do passado (não que tenham sido más pessoas) mas o meu pai dá-me dores de cabeça. Não me motiva, não confia em mim, nunca confiou na minha mãe (eles estão divorciados), diz que só me lembro dele por interesse, quer que eu me faça uma boa aluna, faz aqueles discursos de pai para aprendermos com eles porque eles fizeram tudo bem (excepto uns erros!) ,só está bem a ralhar comigo, e esquecesse que eu cresci... Que agora as coisas para mim já me fazem pensar, já fazem mais sentido e que já me preocupam. E ele preocupa-me. Consegue deitar-me a baixo de uma maneira, incrível. No entanto, ou o meu grau de estupidez com certas pessoas aplica-se ao meu pai ou simplesmente não sou forte ao ponto de esquecer que ele é meu pai. Meu Pai. (Para me mentalizar bem) Porque não tem sido fácil saber lidar com ele. É bom quando ele se ri, quando vamos dar as nossas voltas pelos subúrbios de Portugal, é bom quando falamos de futuro e as coisas boas devem ficar por aqui. Não, esqueci-me da mais importante, ele sempre fez com que nunca me faltasse nada. Isso é importante mas ele vê as coisas doutra maneira, pronto. Ele tem uns problemas que eu tento não me lembrar e que tento evitar falar no assunto, mas ele parece que ainda não tem idade para perceber as coisas da mesma maneira. Mas cada vez tenho a cabecinha mais confusa, pronto. Vejo-o à semana e o máximo tempo que estou com ele é uma hora. Mas gosto dele, gosto. Não tanto como se calhar gosto da minha mãe. É diferente não? Eu preciso de alguém que lhe mete certas ideias na cabeça para ele parar com filosofias da treta, pronto. Era aqui que eu queria chegar. E estou a ver que esse alguém vou ter de ser eu! Pai, eu gosto de ti, mas pára de ser assim. Eu cresci, mas e tu?

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