terça-feira, 31 de março de 2009

Eusouassimatépossotertempomassenãotenhovontadesimplesmente
nãomepartilhodaíasminhasausências
festival urbano é como lhe chamo. Com a presença dos mind da gap, bunnyranch, prince wadada e kronos ficou marcado o Dia Mundial da Juventude, em TOMAR.RI-ME TANTO, DIVERTI-ME TANTO
Juntei muita música aos meus ouvidoS
Estou de férias. Não sinto que sejam mesmo férias, sinto mais que são uns diazinhos em que decido ser rebelde e faltar ás aulas. Não me posso livrar de estudar na mesma. Continuo a ter tarefas e responsabilidades para fazer. Férias seriam sim se fizesse as malas e partisse para acolá, deixando cá tudo a que aqui me prende. Isso sim seriam férias!
É uma seca. Mas gosto. Lá até me sinto em casa (também se não sentisse...) Foi lá que cresci durante longos anos, naquele campo. Rodeada de uma paisagem onde o verde e o castanho tanto tocam no céu. É lá que só o barulho dos pássaros, dos galos e galinhas que faz nascer o dia. Foi lá que muito descobri de bicicleta e a pé. A minha casa tanta coisa guarda. E tanto ofereceu e continua a oferecer. Sei que ela será sempre e para sempre o meu melhor porto de abrigo, porque será sempre minha, porque sempre o foi. E as coisas que de lá vejo. Aquele nascer do sol por entre as janelas do meu quarto, e a varanda onde tantas vezes gosto de o ver partir. Aquele quintal que tem espaço que perdure para toda a agricultura que precisar e que tanto se apoderou dela, mesmo enquanto eu e o irmão montámos lá a nossa casa de caixotes que era grande fruto de divertimento. Aquela entrada ao pé da estrada que sempre que um camião desacelere faz com que os vidros das janelas do meu quarto façam um ruído perturbante. Perturbante são os cães do meu pai e os cães de tanta outra gente que lá vive. Se os cães se juntassem a certos donos para falar, e se isso lhes desse dinheiro, não duvidem do que disse, haveriam muitos milionários. Há alturas em que as noites se sentem frias, em que tenho de dormir como um robot sem me mexer para não apanhar uma corrente de ar dentro dos lençóis, e noites quentes que nem as duas janelas abertas me salvam. Ou pelo barulho, ou pelos bichinhos (graça a Deus que mamae mandou colocar numa uma rede!). Mas aquela calma.. Onde raramente se ouvem buzinas de carros, gente a gritar, onde sinto realmente um cantinho no deserto. Torna-se secante e chato mudar assim de ambiente, mas às vezes faz tanta falta. Mas nem cá nem lá me sinto propriamente bem. Cá os vizinhos, os carros, os autocarros, as pessoas não me dão descanço, pertubam-me com os seus ruídos. Lá apesar dos cães os pássaros trazem muita mais harmonia. É tudo diferente. Poderia ficar por aqui a falar das diferenças, mas vocês não as sentem como eu. Mas se soubessem o quanto eu gosto de partilhar estes bocadinhos, e o quanto preciosos me são. Vos garatia assunto para muitas longas horas.

o essencial é invisível para os olhos

Não sei o que é que se passa mas não consigo tirar este sorriso idiota da cara. Há qualquer coisa em ti que altera muitas em mim. E se por acaso agora olho para os últimos momentos falo comigo mesma para melhorar os próximos mas a verdade é que de certezinha a seguir vou apenas continuar com o mesmo sorriso idiota na cara e deixar o momento surgir por si só. É como se eu parasse e ficasse à tua espera. Mas a verdade é que tenho ficado à espera,.. à espera de um sinal de qualquer coisa. Isto de ter imaginação para acreditar não chega. Isto de correr para ti e esperar também cansa. 'Quem corre por gosto não cansa' eu gosto de ti,e gosto de correr para ti, mas ainda não vi algo que me prendesse realmente a ti. Mas preciso de ti. Doí querer e não te ter. E porque raio és tu assim? Não somos nada transparentes!

terça-feira, 24 de março de 2009

Viver é experimentar, é chorar, rir, sofrer, é participar nas coisas, é achar a verdade no que se faz; é encontrar em cada gesto da vida o sentido exacto para que acredite nele e o sinta intensamente.

domingo, 22 de março de 2009

Estou offline para o mundo
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

Fernando Pessoa
Eu já vi tanta coisa na minha vida mudar que não sei se agora estou melhor do que à uns meses ou uns anos atrás. O que sei é que sejam boas ou más as mudanças tenho sempre momentos onde consigo sorrir e outros que só sei chorar. Momentos em que quero fugir e outros em que o que mais quero é ficar. Momentos em que sonho e sou optimista outros em que desespero e não acredito. E no entanto estou-me sempre a queixar, sem dar valor ao que tenho e que a muita gente faz falta
A família devia ser por ordem mais importante que os amigos, e só quando os amigos nos desiludem, ou estão ausentes, ou por qualquer outro motivo menos bom, é que nós damos valor à família por serem, os únicos seres fantásticos que nos valorizam e nos aconselham a crescer. Sabemos que serão as únicas pessoas que por mais que nos desiludam ou que nós as desiludamos serão sempre as pessoas que nunca te viram as costas. As pessoas que se tiveres tanta confiança nelas como tens nos teus amigos te vão dar muito mais valor do que algum amigo poderia dar. Mas tudo na vida tem excepções. Quando for mãe quero desde o inicio quero dar o mais possível de mim para que os meus filhos saibam que para além de mãe posso serei a melhor amiga. Porque hoje tenho pena de mim mesma por a minha mãe não ser a minha melhor amiga. Mas sei que vou a tempo de mudar isso. Por mais chata que ela seja é a que me dá mais carinho e mais se gaba da pessoa que sou e isso faz-me realmente feliz. Se eu conseguisse dar de mim, e os meus familiares deles, antes dos amigos estava a família. Mas sei bem o quanto os amigos nos chegam a ser mais importantes que a família, por mais que nos gozem, que nos desiludam, que nos critiquem, e é por isto que somos uns tolinhos e suportamos tudo. Eu só suporto o que quiser, ninguém me obriga a aceitar brincadeiras que não gosto, e nisso alguém tem de me aceitar. Tal como eu aceito que muitos deles tenham as suas brincadeiras, com pessoas que saibam brincar, e que gostem, comigo não façam muito disso, porque nunca vou corresponder às expectativas
Não é triste, mas há coisas que faltam. Cada dia é diferente à sua maneira. Dantes tinha outras pessoas mais importantes na minha vida, hoje tenho outras. Gosto imenso de muitas que na minha vida estão presentes, mas sinto muito a falta de outras que estão cada vez mais distantes. A ausência de alguém que faz parte de mim, ou que por muito fez é algo que me custa a ultrapassar. A mim e a qualquer pessoa, de certeza. Não é difícil, ver o vento a levar as pessoas que nos completam? A sensação é quase a mesma como estarmos bem fisicamente e de repente saber que não podemos voltar a andar? A sério que não é fácil. Todos passamos pelo mesmo, uns lidam melhor, outros nem tanto. E quanto maior a distância, mais me faz pensar q dou importância a gente que não me vê da mesma maneira, porque se assim fosse, havia dois pequenos esforços para completar o pedacinho que falta no outro
Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
Charles Chaplin

Passaram poucos dias depois da última vez que te senti dentro de mim. Não é que não te sinta a toda a hora dentro de mim, mas dentro e perto de mim passaram-se mesmo uns dias. Poucos, e para mim parece-me que passou uma eternidade. Não vejo a hora de te voltar a ver, de contigo voltar a estar, de te sentir dentro de mim com uma força imensa. Tu não entendes, nem te apercebes o que vai aqui dentro de mim. Não imaginas sequer a magia que trazes à minha vida, os sorrisos com que metes na minha cara quando me apetece muito fugir, mas ficar por ti, no quanto gosto de estar contigo, nem no mundo que eu largo por ti, nem no quanto eu gosto de ti. Tu fazes-me acreditar que connosco tudo é possível, e se queres que te diga nunca acreditei tanto numa paixão até tu chegares. Mas o medo que também trago de mim, o medo de te perder e de não te voltar a sentir assim não me deixa mostrar-te tudo o que sinto. Há momentos em que me apetece chegar ao pé de ti pegar-te na mão e olhar-te nesses teus olhos é dizer-te o quanto te tenho e o quanto te sinto aqui dentro. Mas tenho um pedacinho de medo, que não sintas a mesma força. E por mais que queira e ande a correr para ti e o meu medo me diga para não o fazer, vou fazê-lo pelo bem que me fazes.

sexta-feira, 20 de março de 2009

"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso doma-lo, acalma-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepara-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."

crónica 'Às vezes'

terça-feira, 17 de março de 2009

'Ela já anda à três meses com este sorriso'

não sei, mas gosto. Pertence-me.
'e quando estiver com preguiça é aí q tem de ir em frente e assim conseguir (...) A Daniela tem capacidades, tem que lhes dar uso, aproveite as oportunidades e aplica-se antes que seja tarde (...) não tenha problemas com isso, se tiver de ser vá, posso-lhe dizer que 80% dos meus explicandos (...) Ás vezes só me apetece puxar-lhe as orelhas! (...) isto foi mais uma conversa (...) do que para atacar (...) '

depois disto e do que está por detrás das reticências e dos parêntesis, gostei.

sábado, 14 de março de 2009

Será que foi preciso sonhar assim contigo para perceber o sentido dos sonhos? Foi com ele que descobri que mesmo que quisesse sonhar (acordada) assim contigo de certeza q não soava tão perfeito. Agora consegui convencer-me e acredito que quando estou acordada todos os meus sonhos não passam de pensamentos.Mas sonhar contigo quando estou a dormir faz-me querer dormir e dormir por muitas mais horas... Quando acordei tive realmente aquela sensação que se era só um sonho não devia ter acordado..
Passada a noite o dia trouxe-te até mim e quando olho para ti eu só penso como te pude ter no sonho e não te posso ter na realidade, não é triste? Preferia mesmo não ter acordado! Ou será que o melhor foi mesmo acordar?
Acredito que se quisesse ter sonhado contigo daquela maneira não teria conseguido.
Os sonhos quando não estamos a dormir partem da imaginação e do pensamento, mas quando estás a dormir é algo que vem e não se explica, é como a tua presença na minha vida, também não se explica. Não sei no que nela andas a fazer.. Mas gosto. Gosto De te ter aos bocadinhos todos os dias, seja na vida real ou nos sonhos, ou nos meus pensamentos. Há algo em ti que me faz correr para ti, e algo em mim que me diz para esperar pela realidade e continuar a sonhar

terça-feira, 10 de março de 2009

" “O homem nasceu para viver e não para se preparar para viver.” (Boris Pasternak)Quando é que acha que vai estar pronto para dar o “salto”, aos 125 anos? Às vezes é preciso arriscar mesmo sem garantias, até porque nunca as temos."
gemeos,10março

domingo, 8 de março de 2009

"Uma mulher tem forças que espantam os homens. É capaz de suportar problemas e pesados fardos. Detém felicidade, amor e opiniões. Sorri quando lhe apetece gritar, canta quando lhe apetece chorar, chora quando está feliz e ri quando tem medo. O seu amor é incondicional. Comete apenas um erro: por vezes esquece o quanto vale.
O valor de uma mulher é incalculável. Ser mãe, ser esposa, ser confidente, ser profissional, ser salvadora e ter um colo cheio de amor e de carinho para todos. Que orgulho em ser mulher"
Feliz Dia Internacional da Mulher (:
Mudo muito da noite para o dia. Como digo muito a pouca gente ‘tão depressa vem como tão depressa vai’ (óbvio q isto não se aplica a tudo nem a todos). Sou muito, como se diz mesmo? Espera.. Instável. Instável com o humor. Instável com as pessoas. Instável com os sentimentos. Instável com as emoções. Instável comigo mesma.
Por vezes isso é bom, outras nem por isso. E é pelas nossas atitudes e pelo seu sentido que acredito que ninguém é perfeito.
Mas eu devo ser perfeita ao ponto de perdoar os mesmos erros dos mais imperfeitos. É incrível. Nem á segunda, nem á terceira, mas depois de muitas também me farta. Quando é ao contrário raras se preocupam realmente em também perdoar.
Quando me pedem para falar de mim tenho muito o hábito de dizer que não á grande coisa para contar porque nós devemos tentar não contar tudo duma vez.. Mas eu conto muito em muito pouco tempo, e é difícil chegar ao fim. Porque temos sempre mais coisas para dar a conhecer do que o que pensamos. Mas só as damos a conhecer quando vemos que as pessoas se interessam por descobrir mais e mais de nós. Eu devo ser uma pessoa que se abre muito facilmente a toda a gente e por isso penso que todos somos assim. Tudo o que dou, espero receber. Se calhar até recebo, mas eu espero que as coisas cheguem logo a seguir, apesar de saber que não é assim, mas então dêem-me um sinal para eu esperar. Ás vezes não preciso de um sinal porque tenho forças dentro de mim que me fazem acreditar q vale a pena esperar. Mas é mesmo só ás vezes. Realmente nunca devemos dar-nos a conhecer de tudo mas quando falo de mim parece q há sempre coisas para dizer, é um assunto que não tem um fim.
Eu sei que os meus textos não são das melhores leituras, e não me interessa se eles são espectaculares ou não… Eu não escrevo para agradar, ou para me adorarem.. Eu escrevo porque esta é a melhor maneira de partilhar o que sinto.
E também não espero ter milhões de visitantes neste blog, porque ele fala mais do que eu.
Gosto muito dos meus poucos leitores, porque mesmo por serem poucos ainda me apercebo que há quem se interesse e consiga ler estes bocadinhos de mim, talvez por vezes essa atenção para mim não chegue porque quero sempre mais, mas também não quero ter muita gente a dar cabo de mim com os meus pedacinhos de escrita.
Eu preciso de estar bem e por isso escrevo, porque são raras as pessoas que nos entendem bem.
Quando escrevo sinto que alguém me vai ouvir do princípio ao fim, mesmo que tenha mil e um pormenores por dizer há alguém que me escuta. E por de trás da escrita vem alguém que vai descobrindo. Uma das minhas amigas escreve textos espectaculares, e quando leio o que ela escreve fico parva com aquela sensação ‘como é que é possível?’ queres saber porquê? Porque as coisas que ela escreve boas ou más são brilhantes que até eu as sinto como se fossem as minhas coisas, a minha vida. Mas depois sinto que ela só se consegue expressar através da escrita e dizer tudo o que sente através dela. Acredito que se ela quiser ou tiver que dizer o que sente pessoalmente ela simplesmente não consegue, e esse é um dos males dela. Porque as emoções podem saber muito bem numa sopa de letras, mas valem muito mais quando a sabemos fazer. O que quero mesmo dizer, é que sim ela tem uns textos fantásticos mas usar a escrita para expressar emoções e sentimentos não chega. Nós humanos, quer dizer, pelo menos comigo não me chega uma mensagem a dizer ‘amo-te’ se a pessoa não me mostrar realmente esse amor.
Eu procuro muito o sentido das coisas, talvez por isso tenho sempre montes de dúvidas e ande sempre confusa e não consigo seguir em frente com a minha vidinha. Penso demasiado em tudo, e muito.
Para mim o tempo passa a correr, porque eu nunca o soube gerir, se calhar se soubesse desfrutava mais da minha vida e as minhas preocupações não eram tantas. Mas a verdade é que nunca estou bem com nada não é? E quanto mais tenho mais quero ter não é? Admito que talvez sim. Os nossos sentimentos têm que se fazer sentir. Eu principalmente fico á espera que as pessoas me mostrem mais o que vai dentro delas, o que elas sentem.. e nessa espera procuro principalmente mostrar-lhes o que é que eu realmente sinto. E se elas não derem valor aos meus sentimentos e não procurarem o meu sentido não esperem que juntos consigamos percorrer e construir uma estrada. Como a minha mãe me diz ‘tu queres sempre algo em troca’ e é mãe só assim é que se podem construir ‘coisas’.

sábado, 7 de março de 2009

Publi…CIDADE TOMAR

Esta cidadezinha traz cá coisas bonitinhas de vez enquando.. Hoje foi o dia do "festival de publicidade FORDOC em Tomar".. um conjunto de oito blocos de dez minutos cada com muuuuuuuitas publicidades! Para quem não esteve presente vou dar um cheirinho do que lá se viu..











estas, no meio de tantas outras...
isn't that funny? (:

segunda-feira, 2 de março de 2009

"Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir (...) Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. (...) Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, (...).Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer. (...) Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim o entenderes. Será que sentes a mesma força?"

I thought of you and where you’d gone and the world spins madly on.